Uma garota desce de um carro, a perna, longa, estica-se para tocar a calçada e não pisar na rua, ao levantar-se completamente o vestido azul floreado ajusta-se sobre o corpo. Em uma das mãos um Milk shake, na outra livros. O rosto jovial adornado com fones de ouvido, a passada decidida. Os olhos em contrapartida, como de costume traiam o restante do corpo, não eram joviais, modernos ou decididos, eram apenas nostálgicos e silentes. Ela se aproximava com passos velozes enquanto calmamente eu acendia um cigarro sem parar de andar. Olhei rapidamente para ela, que passava, por um breve instante, breve como os olhares de mentes curiosas que apenas precisam de um lampejo de momento para formar uma idéia ou imaginar uma história. Ela passou e adentrou no terminal rodoviário, eu segui andando até a calçada. Antes porém de atravessar a rua olhei para trás e vi que ela começava a desaparecer na multidão.
O que aconteceria se eu tivesse falado com ela? O que mudaria para cada um de nós? Seria tratado como um evento forcuido ou seria lembrado num dia aleatório? O que aconteceria se tivesse ajudado ela a carregar os livros ou senão esbarrado nela e ela tivesse derramado o Milk shake? Quem poderia dizer o que seria diferente caso tivesse me atrasado e encontrado com ela ainda dentro do terminal, ou senão, qual seria a reação se eu tivesse perguntado ao menos se estava tudo bem com ela? Assim, em meio a tantas possibilidades comecei a ponderar em como as coisas seriam se elas tivessem sido diferente, não com arrependimento pelas minhas escolhas, mas com curiosidade pelas possibilidades.
Como tudo seria se eu tivesse tentado um determinado beijo ou mesmo tivesse sido rude com alguém que estimo. Se eu estivesse mais presente em ocasiões que me eram possíveis mas fiquei omisso. Como seria se aquela conversa tivesse acontecido um mês antes ou se as minhas mudanças tivessem sido diferentes? E então, como poderia ser o dia de hoje se o ontem não tivesse acontecido?
Realmente não sei e não faço a menor idéia entretanto, citando Horácio em Odes em I,, 11.8:
Tu não procures - não é lícito saber - qual sorte a mim qual a ti
os deuses tenham dado, Leuconoe, e as cabalas babiloneses
não investigues. Quão melhor é viver aquilo que será,
sejam muitos os invernos que Júpiter te atribuiu,
ou seja o último este, que contra a rocha extenua
o Tirreno: sê sábia, filtra o vinho e encurta a esperança,
pois a vida é breve. Enquanto falamos, terá fugido
ávido o tempo: Colhe o instante, sem confiar no amanhã.
ou como todos conhecem e já ouviram falar:
"Carpe diem quam minimum credula postero."
As possibilidades, deixemos para o passado, para o futuro as escolhas feitas pelo momento, aproveitem cada instante da forma mais intensa. Feliz ano novo a todos os leitores do blog, nos vemos em 2010.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
domingo, 27 de dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Presente para 2010!
Agora é só esperar...
Uma curiosidade sobre o escritor, ele foi acusado de pedofilia pela mãe de uma garota (no caso a que teria inspirado a Alice)e por decisão judicial era obrigado a manter uma certa distância tanto da mãe quanto da criança.
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Mais um pedaço da Fábula (que ao meu ver deixou de ser fábula)
Capítulo III – A Velha Cigana
A noite já havia caído sobre o reino e a lua iluminava o céu escuro. Os passos de Arthur deixavam marcas na fofa terra da estrada e aos poucos as grandes árvores que circundavam o vilarejo se aproximavam. Esta seria a primeira vez que ele saía das delimitações de Münchenliftstein e não conseguia negar ou esconder que estava um tanto assustado com isso. Talvez dragões o esperassem do lado de fora da aldeia para fazê-lo seu banquete, ou mesmo gnomos lá estavam para lhe enganar e roubar todos os seus pertences. Mas assim como poderia haver perigos poderia haver também princesas indefesas esperando por um herói corajoso. Esse pensamento revigorou suas forças e avançou com passadas duras em meio às árvores.
Ao deparar-se com o lado externo da fronteira sentiu-se um tanto frustrado. Esperava por uma noite negra, repleta de nuvens densas e escuras, o solo cinzento e rachado, cercado por centenas de pequenos olhos vermelhos brilhantes que desapareciam eventualmente, mas ou invés disso encontrou a mesma ravina, as mesmas pedrinhas amarelas no chão e a mesma noite iluminada. Todavia isso não tirou as suas expectativas por aventuras, certamente precisaria se afastar um pouco do povoado para que as coisas emocionantes que havia sonhado começassem a acontecer.
Como todo bom viajante ele precisaria de um bastão para auxiliar em sua jornada. Poucas pessoas realmente sabiam o quanto útil era um bordão a um viajante. Ele poderia auxiliar em momentos onde a locomoção fosse dificultosa, poderia ser usado para ver se um rio era fundo demais para atravessar andando, para procurar por armadilhas a frente e também como arma caso alguém tentasse lhe assaltar ou fazer mal. Assim, apanhou um pedaço de madeira do chão que serviria para tal propósito e agora equipado de seu cajado, com sua mochila presa às costas e seus cantis devidamente cheios sentiu-se como um verdadeiro explorador, como um viajante nato.
A estrada seguiu em “S” e após subir uma pequena colina levou-o a leste, em direção aos imensos paredões de pedra. À medida que andava recordava-se das histórias de harpias, criaturas meio humanas meio aves dotadas de garras e presas afiadas, que voavam dos altos cumes rochosos para a estrada para capturar suas refeições. Segurou o bastão fortemente com ambas as mãos e preparou-se para reagir a qualquer ataque vindo do céu.
A lua já havia subido bastante no firmamento quando Arthur avistou ao longe uma carroça repleta de objetos e uma fogueira, talvez ali pudesse se dar início a sua jornada. À medida que se aproximava enxergava melhor os itens que estavam sobre a carroça. Jaulas, tapetes enrolados, gaiolas, pequenas prateleiras com vários frascos com líquidos de várias cores. Um gato preto, que estava deitado sobre um dos tapetes, ergueu a cabeça ao notar a presença do jovem. Não havia ninguém mais no local, nem mesmo ao redor da fogueira, sequer havia um único cavalo para puxar a carroça.
- Olá. – gritou Arthur em busca de alguém. Sua voz ecoou numa gruta que estava um pouco mais a frente. Ninguém respondeu.
-Tem alguém aí? – insistiu obtendo como resposta apenas o ecoar de sua voz.
Certamente não havia ninguém, pensou o garoto. A carroça estava com muitas tábuas quebradas, sem uma roda e tomada por cupins. As gaiolas encontravam-se um tanto enferrujadas e a prateleira com os frascos balançava ao ritmo do vento. Estranhou apenas a fogueira ainda acesa e perguntou-se a respeito de quem esteve ali e onde teria ido. Talvez as lendas sobre as harpias fossem verídicas e o viajante que ali estivera tivesse se tornado jantar dessas criaturas.
Arthur cutucou o fogo com o bastão para ver as fagulhas se espalharem no ar e andou em círculos por algum tempo até que não conteve sua curiosidade e foi ver de perto os itens da carroça. Subiu cuidadosamente para evitar que a madeira se desmanchasse sob seus pés. Tateou os tapetes um tanto deteriorados pelo tempo e olhou para as gaiolas vazias. Num canto havia um caldeirão de ferro não muito grande. Pelo chão havia vários objetos espalhados, como tochas, um espelho de cobre polido, varetas, jarros de cerâmica e bolsas grandes e pequenas com folhas e ervas. Em alguns dos potes tinha um líquido esbranquiçado com alguma coisa em deterioração dentro.
Quando já se encontrava calmo e observava aos objetos tranquilamente, foi surpreendido por um golpe nas costas e por um esbravejar numa língua incompreensível. Arthur caiu no chão da carroça, mais pelo susto que pela pancada recebida, a qual não chegou a feri-lo. Ao olhar para seu misterioso agressor deparou-se com uma velha de dentes tortos e amarelados que usava (e ainda deve usar) um lenço branco e vermelho na cabeça, com um olho branco vazado e um normal. Ela batia com uma vassoura no jovem enquanto gritava coisas no idioma completamente estranho.
-Mas donde já se viu um rapaz tão novo e garboso roubando uma pobre velha! – disse ela com uma voz peculiar, como se tentasse economizar o ar, compactar ao máximo as palavras e prolongar os “Es”.
-Não, não! Eu não tentei roubar a senhora, eu estava procurando por alguém e... – falou Arthur até ser interrompido.
-Sim, eu sei! Eu te disse. – replicou a velha rapidamente.
-Como? – indagou Arthur sem entender.
-Sim, sim, você não ia me roubar, eu te disse isso. – disse ela movendo a cabeça como se tentasse enxergar o jovem com o olho vazado.
-Então por que você me bateu?
-Quem te bateu? Di... Di... Diz pra Madame...
-Ahn... Éééé... – Após esse balbuciar Arthur perdeu completamente a certeza do que havia acontecido.
- Não é seguro um rapaz tão franzino viajar assim sozinho, a essa hora, assim de noite.
-É, é isso que eu estava tentando explicar. Eu estou viajando.
-Eu sei, eu sei... Você está indo para uma viagem muito importante. – mencionou a velha com uma imensa certeza enquanto forçava ainda mais o olho vazado na direção do jovem.
-Como a senhora sabe?
-A Madame Zuleika vê tudo, sabe tudo! Vê presente! Vê passado! Vê futuro! – após esse ponto a voz da “Madame” se transformou apenas num murmurar incompreensível, agudo e dotado de inúmeros “Zs” até o momento onde ficou mais nítida e possível de distinguir o final do falatório – Por que a Madame não é uma dessas trambiqueiras que só fala coisa boazinha, porque se tem que falar as coisas ruins ela diz também.
-Então a senhora pode me ajudar? – falou Arthur levantando-se do chão da carroça.
-Sim, sim... A Madame Zuleika pode te ajudar sim... Mas para a Madame poder te ajudar ela precisa que você traga pra ela uma coisa antes, pra poder desenrolar o teu svadarma – esse termo foi mencionado com uma entonação misteriosa - que ta tudo enrolado assim numa bola... – enquanto disparava essas palavras ela encolhia os ombros e gesticulava com as mãos, como se segurasse um novelo de lã.
-E o que seria? Eu irei buscar!
-Ah sim, a busca... Para isso você deve enxergar os nós do svadarma que tem em você e se perguntar “O que eu preciso?” Qual é aquela coisa que você sabe que pode te levar pelos caminhos distantes do sansara em busca de uma jornada tranqüila e livre de nós? – Após isso ele faz uma pausa como se esperasse por alguma resposta reflexiva e antes mesmo do jovem poder falar continuou. – E então você deve trazer isso para a Madame, para que ela possa ver o que você realmente procura, para que você mesmo possa desenrolar os nós do svadarma puxando as linhas e desenrolando fiozinho por fiozinho até compreender o motivo da sua viagem. Por que a Madame sabe o por que você está aqui, mas será que você sabe?
- Eu quero conhecimento, verdade e aventuras! – disse resoluto o jovem Arthur.
-Sim eu te disse isso!
Sem saber se ela havia dito isso mesmo enquanto falava palavras complicadas e dissertava sobre nós e jornadas Arthur falou:
-E a senhora poderá me dar isso tudo?
-Eu queria, eu queria, mas antes da Madame poder te ajudar com o que você procura, você deve trazer para a Madame o que você julga importante para a sua jornada e assim a Madame poderá aconselhar sabiamente sem o receio de enrolar os fios do teu svadarma ainda mais, ou talvez ser mal compreendida guiando você pelos escuros caminhos do sansara.
Por alguns instantes houve um silêncio desconcertante no lugar, como se a velha aguardasse pela resposta do jovem e o jovem tentasse compreender as palavras da velha.
-Então a senhora quer que eu traga algo que simbolize a minha viagem? É isso?
-Isso, isso... É um rapaz muito inteligente, quase um jati. O que corta o coração da Madame é que você é um pouco franzino, mas a Madame vai preparar um caldo gordo cheio de sustância para você ficar parrudo e garboso. Venha, venha. Vamos para perto da fogueira Juarez. Primeiro descanse e amanhã parta para buscar aquilo que ajudará a Madame a desenrolar o teu svadarma.
- Ahn, meu nome é Arthur... – disse um tanto tímido.
- Sim, eu sei... – disse ela indo em direção à fogueira com um andar que muito se assemelhava ao dos pingüins que o senhor Schultz imitava.
Arthur e a velha sentaram-se próximos ao fogo. Enquanto ele cutucava com o cajado as madeiras incandescentes a velha trazia da carroça alguns legumes e uma faca. Ela pôs-se a descascá-los enquanto falava sozinha, Arthur decidiu não interromper o monólogo estranho. Depois de descascar as batatas e demais legumes, pediu para que Arthur trouxesse um caldeirão. Com muito esforço ele depositou a enorme panela de ferro sobre as brasas. Após isso pediu para que ele pegasse um balde e fosse buscar água para o ensopado num córrego próximo. Enquanto obedecia às ordens da velha, recordava-se dos dias de inverno, onde saía com dois baldes presos nas extremidades de um bastão para pegar água para sua mãe no poço do vilarejo.
Algum tempo depois o jantar ficou pronto. Para sua surpresa estava realmente saboroso, tão bom quanto as tortas da senhora Leinks. Fartou-se do ensopado chegando a repetir duas vezes. A velha apenas sorria com complacência.
-Agora é hora de dormir. – disse ela – Amanhã você terá muitos afazeres.
Arthur apenas meneou a cabeça concordando. Pegou a sua mochila e deitou-se apoiado no cepo que sustentava a carroça onde a faltava a roda. Antes de preparar-se para dormir anotou em seu jornal os acontecimentos do dia tal como lembrava, acrescentando apenas alguns pequenos toques para dar maior dramaticidade ao início de sua jornada.
(acreditem ou não, continua)
A noite já havia caído sobre o reino e a lua iluminava o céu escuro. Os passos de Arthur deixavam marcas na fofa terra da estrada e aos poucos as grandes árvores que circundavam o vilarejo se aproximavam. Esta seria a primeira vez que ele saía das delimitações de Münchenliftstein e não conseguia negar ou esconder que estava um tanto assustado com isso. Talvez dragões o esperassem do lado de fora da aldeia para fazê-lo seu banquete, ou mesmo gnomos lá estavam para lhe enganar e roubar todos os seus pertences. Mas assim como poderia haver perigos poderia haver também princesas indefesas esperando por um herói corajoso. Esse pensamento revigorou suas forças e avançou com passadas duras em meio às árvores.
Ao deparar-se com o lado externo da fronteira sentiu-se um tanto frustrado. Esperava por uma noite negra, repleta de nuvens densas e escuras, o solo cinzento e rachado, cercado por centenas de pequenos olhos vermelhos brilhantes que desapareciam eventualmente, mas ou invés disso encontrou a mesma ravina, as mesmas pedrinhas amarelas no chão e a mesma noite iluminada. Todavia isso não tirou as suas expectativas por aventuras, certamente precisaria se afastar um pouco do povoado para que as coisas emocionantes que havia sonhado começassem a acontecer.
Como todo bom viajante ele precisaria de um bastão para auxiliar em sua jornada. Poucas pessoas realmente sabiam o quanto útil era um bordão a um viajante. Ele poderia auxiliar em momentos onde a locomoção fosse dificultosa, poderia ser usado para ver se um rio era fundo demais para atravessar andando, para procurar por armadilhas a frente e também como arma caso alguém tentasse lhe assaltar ou fazer mal. Assim, apanhou um pedaço de madeira do chão que serviria para tal propósito e agora equipado de seu cajado, com sua mochila presa às costas e seus cantis devidamente cheios sentiu-se como um verdadeiro explorador, como um viajante nato.
A estrada seguiu em “S” e após subir uma pequena colina levou-o a leste, em direção aos imensos paredões de pedra. À medida que andava recordava-se das histórias de harpias, criaturas meio humanas meio aves dotadas de garras e presas afiadas, que voavam dos altos cumes rochosos para a estrada para capturar suas refeições. Segurou o bastão fortemente com ambas as mãos e preparou-se para reagir a qualquer ataque vindo do céu.
A lua já havia subido bastante no firmamento quando Arthur avistou ao longe uma carroça repleta de objetos e uma fogueira, talvez ali pudesse se dar início a sua jornada. À medida que se aproximava enxergava melhor os itens que estavam sobre a carroça. Jaulas, tapetes enrolados, gaiolas, pequenas prateleiras com vários frascos com líquidos de várias cores. Um gato preto, que estava deitado sobre um dos tapetes, ergueu a cabeça ao notar a presença do jovem. Não havia ninguém mais no local, nem mesmo ao redor da fogueira, sequer havia um único cavalo para puxar a carroça.
- Olá. – gritou Arthur em busca de alguém. Sua voz ecoou numa gruta que estava um pouco mais a frente. Ninguém respondeu.
-Tem alguém aí? – insistiu obtendo como resposta apenas o ecoar de sua voz.
Certamente não havia ninguém, pensou o garoto. A carroça estava com muitas tábuas quebradas, sem uma roda e tomada por cupins. As gaiolas encontravam-se um tanto enferrujadas e a prateleira com os frascos balançava ao ritmo do vento. Estranhou apenas a fogueira ainda acesa e perguntou-se a respeito de quem esteve ali e onde teria ido. Talvez as lendas sobre as harpias fossem verídicas e o viajante que ali estivera tivesse se tornado jantar dessas criaturas.
Arthur cutucou o fogo com o bastão para ver as fagulhas se espalharem no ar e andou em círculos por algum tempo até que não conteve sua curiosidade e foi ver de perto os itens da carroça. Subiu cuidadosamente para evitar que a madeira se desmanchasse sob seus pés. Tateou os tapetes um tanto deteriorados pelo tempo e olhou para as gaiolas vazias. Num canto havia um caldeirão de ferro não muito grande. Pelo chão havia vários objetos espalhados, como tochas, um espelho de cobre polido, varetas, jarros de cerâmica e bolsas grandes e pequenas com folhas e ervas. Em alguns dos potes tinha um líquido esbranquiçado com alguma coisa em deterioração dentro.
Quando já se encontrava calmo e observava aos objetos tranquilamente, foi surpreendido por um golpe nas costas e por um esbravejar numa língua incompreensível. Arthur caiu no chão da carroça, mais pelo susto que pela pancada recebida, a qual não chegou a feri-lo. Ao olhar para seu misterioso agressor deparou-se com uma velha de dentes tortos e amarelados que usava (e ainda deve usar) um lenço branco e vermelho na cabeça, com um olho branco vazado e um normal. Ela batia com uma vassoura no jovem enquanto gritava coisas no idioma completamente estranho.
-Mas donde já se viu um rapaz tão novo e garboso roubando uma pobre velha! – disse ela com uma voz peculiar, como se tentasse economizar o ar, compactar ao máximo as palavras e prolongar os “Es”.
-Não, não! Eu não tentei roubar a senhora, eu estava procurando por alguém e... – falou Arthur até ser interrompido.
-Sim, eu sei! Eu te disse. – replicou a velha rapidamente.
-Como? – indagou Arthur sem entender.
-Sim, sim, você não ia me roubar, eu te disse isso. – disse ela movendo a cabeça como se tentasse enxergar o jovem com o olho vazado.
-Então por que você me bateu?
-Quem te bateu? Di... Di... Diz pra Madame...
-Ahn... Éééé... – Após esse balbuciar Arthur perdeu completamente a certeza do que havia acontecido.
- Não é seguro um rapaz tão franzino viajar assim sozinho, a essa hora, assim de noite.
-É, é isso que eu estava tentando explicar. Eu estou viajando.
-Eu sei, eu sei... Você está indo para uma viagem muito importante. – mencionou a velha com uma imensa certeza enquanto forçava ainda mais o olho vazado na direção do jovem.
-Como a senhora sabe?
-A Madame Zuleika vê tudo, sabe tudo! Vê presente! Vê passado! Vê futuro! – após esse ponto a voz da “Madame” se transformou apenas num murmurar incompreensível, agudo e dotado de inúmeros “Zs” até o momento onde ficou mais nítida e possível de distinguir o final do falatório – Por que a Madame não é uma dessas trambiqueiras que só fala coisa boazinha, porque se tem que falar as coisas ruins ela diz também.
-Então a senhora pode me ajudar? – falou Arthur levantando-se do chão da carroça.
-Sim, sim... A Madame Zuleika pode te ajudar sim... Mas para a Madame poder te ajudar ela precisa que você traga pra ela uma coisa antes, pra poder desenrolar o teu svadarma – esse termo foi mencionado com uma entonação misteriosa - que ta tudo enrolado assim numa bola... – enquanto disparava essas palavras ela encolhia os ombros e gesticulava com as mãos, como se segurasse um novelo de lã.
-E o que seria? Eu irei buscar!
-Ah sim, a busca... Para isso você deve enxergar os nós do svadarma que tem em você e se perguntar “O que eu preciso?” Qual é aquela coisa que você sabe que pode te levar pelos caminhos distantes do sansara em busca de uma jornada tranqüila e livre de nós? – Após isso ele faz uma pausa como se esperasse por alguma resposta reflexiva e antes mesmo do jovem poder falar continuou. – E então você deve trazer isso para a Madame, para que ela possa ver o que você realmente procura, para que você mesmo possa desenrolar os nós do svadarma puxando as linhas e desenrolando fiozinho por fiozinho até compreender o motivo da sua viagem. Por que a Madame sabe o por que você está aqui, mas será que você sabe?
- Eu quero conhecimento, verdade e aventuras! – disse resoluto o jovem Arthur.
-Sim eu te disse isso!
Sem saber se ela havia dito isso mesmo enquanto falava palavras complicadas e dissertava sobre nós e jornadas Arthur falou:
-E a senhora poderá me dar isso tudo?
-Eu queria, eu queria, mas antes da Madame poder te ajudar com o que você procura, você deve trazer para a Madame o que você julga importante para a sua jornada e assim a Madame poderá aconselhar sabiamente sem o receio de enrolar os fios do teu svadarma ainda mais, ou talvez ser mal compreendida guiando você pelos escuros caminhos do sansara.
Por alguns instantes houve um silêncio desconcertante no lugar, como se a velha aguardasse pela resposta do jovem e o jovem tentasse compreender as palavras da velha.
-Então a senhora quer que eu traga algo que simbolize a minha viagem? É isso?
-Isso, isso... É um rapaz muito inteligente, quase um jati. O que corta o coração da Madame é que você é um pouco franzino, mas a Madame vai preparar um caldo gordo cheio de sustância para você ficar parrudo e garboso. Venha, venha. Vamos para perto da fogueira Juarez. Primeiro descanse e amanhã parta para buscar aquilo que ajudará a Madame a desenrolar o teu svadarma.
- Ahn, meu nome é Arthur... – disse um tanto tímido.
- Sim, eu sei... – disse ela indo em direção à fogueira com um andar que muito se assemelhava ao dos pingüins que o senhor Schultz imitava.
Arthur e a velha sentaram-se próximos ao fogo. Enquanto ele cutucava com o cajado as madeiras incandescentes a velha trazia da carroça alguns legumes e uma faca. Ela pôs-se a descascá-los enquanto falava sozinha, Arthur decidiu não interromper o monólogo estranho. Depois de descascar as batatas e demais legumes, pediu para que Arthur trouxesse um caldeirão. Com muito esforço ele depositou a enorme panela de ferro sobre as brasas. Após isso pediu para que ele pegasse um balde e fosse buscar água para o ensopado num córrego próximo. Enquanto obedecia às ordens da velha, recordava-se dos dias de inverno, onde saía com dois baldes presos nas extremidades de um bastão para pegar água para sua mãe no poço do vilarejo.
Algum tempo depois o jantar ficou pronto. Para sua surpresa estava realmente saboroso, tão bom quanto as tortas da senhora Leinks. Fartou-se do ensopado chegando a repetir duas vezes. A velha apenas sorria com complacência.
-Agora é hora de dormir. – disse ela – Amanhã você terá muitos afazeres.
Arthur apenas meneou a cabeça concordando. Pegou a sua mochila e deitou-se apoiado no cepo que sustentava a carroça onde a faltava a roda. Antes de preparar-se para dormir anotou em seu jornal os acontecimentos do dia tal como lembrava, acrescentando apenas alguns pequenos toques para dar maior dramaticidade ao início de sua jornada.
(acreditem ou não, continua)
Nicholas Was
Nicholas Was é um texto criado por ninguém mais, ninguém menos, que Neil Gaiman. O texto faz parte do livro Smoke and Mirror. Considerando que o próprio Neil recomendou esse vídeo no Twitter, deixo aqui o link para apreciação, abaixo do vídeo segue o poema original em inglês. Caso eu não torne a postar mais nada até o natal, feliz natal a todos.
Nicholas Was: created by Neil Gaiman and, part of the book Smoke and Mirror.
Nicholas Was...
older than sin, and his beard could grow no whiter. He wanted to die.
The dwarfish natives of the Arctic caverns did not speak his language, but conversed in their own, twittering tongue, conducted incomprehensible rituals, when they were not actually working in the factories.
Once every year they forced him, sobbing and protesting, into Endless Night. During the journey he would stand near every child in the world, leave one of the dwarves' invisible gifts by its bedside. The children slept, frozen into time.
He envied Prometheus and Loki, Sisyphus and Judas. His punishment was harsher.
Ho.
Ho.
Ho.
Simplesmente GENIAL!
Texto retirado de: http://www.neilgaiman.com/works/Books/Smoke+%2526+Mirrors/in/197/
Nicholas Was: created by Neil Gaiman and, part of the book Smoke and Mirror.
Nicholas Was...
older than sin, and his beard could grow no whiter. He wanted to die.
The dwarfish natives of the Arctic caverns did not speak his language, but conversed in their own, twittering tongue, conducted incomprehensible rituals, when they were not actually working in the factories.
Once every year they forced him, sobbing and protesting, into Endless Night. During the journey he would stand near every child in the world, leave one of the dwarves' invisible gifts by its bedside. The children slept, frozen into time.
He envied Prometheus and Loki, Sisyphus and Judas. His punishment was harsher.
Ho.
Ho.
Ho.
Simplesmente GENIAL!
Texto retirado de: http://www.neilgaiman.com/works/Books/Smoke+%2526+Mirrors/in/197/
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
New One para a Little One huahuahuahu
Tem uma parte que eu achei muito truncada aqui, não gostei dele 100% mas o final ficou legal até hahaha. Bom esse poema eu tenho que oferecer a duas pessoas, à "Little One" (hahaha) e à um amigo meu que me falou essa frase uma vez: "Quem é triste escreve quem é alegre vive." Acho que é por isso que eu tenho escrito pouco ultimamente, tenho estado ocupado demais vivendo rs...
O que a Falar?
Queria tanto falar-te mas não consigo,
Simplesmente não saem as palavras
O que ontem gritava agora abafa,
Queria dizer-te o quanto sinto.
Queria contar-te, mas já não posso.
Declamar-te ao silêncio do luar ao enlaço
De braços com braços, sem qualquer embaraço
Dizer tudo aquilo, mas não digo, não faço...
O quanto eu queria e querer me apavora
Só ao pensar no que nunca a disse
E o meu sentimento, que ao lirismo insiste,
Me entrega ao silêncio que não havia outrora
Pois deveras, o passado já disse,
Quando triste escreves, quando alegre namoras.
O que a Falar?
Queria tanto falar-te mas não consigo,
Simplesmente não saem as palavras
O que ontem gritava agora abafa,
Queria dizer-te o quanto sinto.
Queria contar-te, mas já não posso.
Declamar-te ao silêncio do luar ao enlaço
De braços com braços, sem qualquer embaraço
Dizer tudo aquilo, mas não digo, não faço...
O quanto eu queria e querer me apavora
Só ao pensar no que nunca a disse
E o meu sentimento, que ao lirismo insiste,
Me entrega ao silêncio que não havia outrora
Pois deveras, o passado já disse,
Quando triste escreves, quando alegre namoras.
Bom velhinho... Sei, sei...
PODER JUDICIÁRIO
Comarca de Conceição do Coité – Bahia
Mandado de Prisão expedido pelo Juiz de Direito GERIVALDO ALVES NEIVA, titular da Comarca de Conceição do Coité, para ser cumprido por qualquer Oficial de Justiça desta Comarca ou qualquer do povo que dele tiver conhecimento, na forma da Lei… (este é um documento fictício, mas bem que poderia ser verdadeiro!)
Proceda-se a PRISÃO PREVENTIVA da pessoa identificada entre nós como “Papai Noel” e para outros povos como “Santa Claus”, pelas razões a seguir expendidas:
- É de conhecimento público que o acusado teria patrocinado, ou se deixando utilizar para tanto, de campanha de envio de cartas com pedidos de presentes, gerando grandes lucros e abarrotando o serviço de correspondência mundial, ludibriando milhares de crianças e até mesmo adultos pouco informados;
- Não bastasse isso, o acusado teria oferecido, sem custos, a dezenas de crianças dessa cidade, na ausência dos genitores ou responsáveis legais, todas as espécies de presentes solicitados, independentemente de sua capacidade de cumprir o prometido ou da aceitação dos genitores das crianças abordadas;
- Passado a data prevista, 25 de dezembro de 2008, o dia de Natal de Jesus Cristo, sem cumprimento das promessas e obrigações contratadas com as crianças dessa cidade e, pelo que se sabe, com milhões de crianças desse país, que continuam à espera dos presentes prometidos e sonhos sonhados, têm-se como rompidos os princípios da “boa-fé” e “função social” dos contratos, além da violação de outras condutas penais capituladas como “estelionato”, “abuso de incapazes” e “falsa identidade”, previstas no Código Penal Brasileiro.
- Assim agindo, o acusado violou flagrantemente, também, o Estatuto da Criança e do Adolescente: “Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.” (grifei).
- Por fim, o acusado, com tal comportamento, além de ferir as normas do Direito Brasileiro, teve a intenção deliberada de ofuscar o verdadeiro sentido da data celebrada pelo povo católico ocidental como sendo o aniversário de nascimento de Jesus Cristo, o Messias enviado por Deus para salvar seu povo e celebrar uma nova aliança.
Isto posto, DETERMINO, de ofício, conforme o disposto no artigo 311 do Código de Processo Penal, a todos os Oficias de Justiça desta Comarca, Polícia Militar, Polícia Civil, bem como a qualquer cidadão de posse do presente mandado, que ora se torna público, em nome da Lei, como garantia da ordem pública e econômica, conforme disposto no artigo 312, do Código de Processo Penal, que se proceda a PRISÃO PREVENTIVA do acusado “Papai Noel”, filiação e demais dados desconhecidos, que ainda se encontre perambulando nesta cidade, conduzindo-o, incontinenti, a qualquer Delegacia de Policia ou Distrito Policial.
Dado e passado nesta cidade e Comarca de Conceição do Coité aos vinte e sete dias do mês de dezembro de 2008.
Expeça-se o mandado e cumpra-se.
Com urgência!
Gerivaldo Alves Neiva
Juiz de Direito
Espero não precisar falar que o texto é fictício né? Bom vai saber a internet é cheia de idiotas hahahahahahaha....
Ga Ra Ku Ta
Segue abaixo um link para uma animação japonesa um tanto peculiar, a melhor definição que eu encontrei para ela é "poética e surrealista". Embora o nome do youtube seja Stain in the junk street, o correto é Mr. Stain in The Junk Alley ou Ga Ra Ku Ta de acordo com o original em japonês.
Marcadores:
Garakuta,
Stain in the junk Alley
sábado, 19 de dezembro de 2009
Tales of Mere Existence
Tales of Mere Existence é uma série criada por Levni Yilmaz. Eu achei sensacional o trabalho dele, deixo aqui abaixo três vídeos dele com legenda para apreciação. Caso gostem, existem muitos outros vídeos dele no youtube postados no canal AgentXPQ.
Para mais informações:
http://lmgtfy.com/?q=Levni+Yilmaz
Tales of Mere Existence
Mom
Subtext
Cool guys
Para mais informações:
http://lmgtfy.com/?q=Levni+Yilmaz
Tales of Mere Existence
Mom
Subtext
Cool guys
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
It's evolution baby!

Alguns amigos me perguntaram por que eu parei de escrever e comecei a postar vídeos do youtube, coisa que todo mundo faz nos blogs, a resposta é simples, comunicação. Quando eu comecei a postar aqui nesse blog eu tinha um ideal de colocar apenas poesia e obras de minha autoria, mas como o blog ficou parado por um bom tempo eu decidi não deixar mais essas lacunas de ausência e completar esse espaço com outras coisas mais, com opiniões sobre filmes, músicas e etc. Então você vai parar de postar aqui os seus textos?" NÃO, eu continuarei postando da mesma forma, sempre que surgir algum material novo ele será adicionado aqui. Sendo o que tinha para o momento, até o próximo post.
Some friends inquired me why I stoped to write and started to post YouTube videos, thing that everybody does in other blogs and the answer is simple, communication. When I started to post I had an ideal, insert on the blog just text of my authority, however my blog stayed a long time without posts so I've decided to post other stuff here to fill this empty spaces with things about movies, songs... " So you´ll stop to post your texts here?" NO, I'll still post in the same way, every time that a new poem or story be created it will be added here. So that all for a while, see you in the next post.
Notícia de Última Hora!
Para quem conversa comigo sabe que há tempos eu pergunto sobre algum filme bom nos cinemas, entretanto nada tem satisfeito. A alguns minutos ao acaso encontrei no youtube o video que posto abaixo, aparentemente fizeram uma versao de O Retrato de Dorian Gray, todavia não como as demais adaptações feitas, esse aparentemente ficou bem fiel ao livro, deixo o Trailer abaixo para a avaliação de cada um.
Como sempre, recomendo ler o livro antes de ver o filme.
Como sempre, recomendo ler o livro antes de ver o filme.
Dave McKean - Soneto 138 Shakespeare
Quer saber sobre dave McKean? Tente aqui: http://lmgtfy.com/?q=Dave+McKean
Tradução:
Soneto 138 - William Shakeaspeare
Quando jura ser feita de verdades,
Em minha amada creio, e sei que mente,
E passo assim por moço inexperiente,
Não versado em mundanas falsidades.
Mas crendo em vão que ela me crê mais jovem
Pois sabe bem que o tempo meu já míngua,
Simplesmente acredito em falsa língua:
E a patente verdade os dois removem.
Por que razão infiel não se diz ela?
Por que razão também escondo a idade?
Oh, lei do amor fingir sinceridade
E amante idoso os anos não revela.
Por isso eu minto, e ela em falso jura,
E sentimos lisonja na impostura.
Tradução:
Soneto 138 - William Shakeaspeare
Quando jura ser feita de verdades,
Em minha amada creio, e sei que mente,
E passo assim por moço inexperiente,
Não versado em mundanas falsidades.
Mas crendo em vão que ela me crê mais jovem
Pois sabe bem que o tempo meu já míngua,
Simplesmente acredito em falsa língua:
E a patente verdade os dois removem.
Por que razão infiel não se diz ela?
Por que razão também escondo a idade?
Oh, lei do amor fingir sinceridade
E amante idoso os anos não revela.
Por isso eu minto, e ela em falso jura,
E sentimos lisonja na impostura.
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
O Verdadeiro Cinema.
Sempre costumei falar que a diferença entre filme e cinema era, se fala sobre Bethoven o gênio da música é cinema, se for sobre o cão é filme, então aqui tem quatro filmes que eu considero sublimes em seus respectivos propósitos e gêneros:
Perfume de mulher:
Esse é um dos poucos senao raros filmes que mostram uma perfeita visão romântica de uma mulher, essa cena abaixo é ao meu ver um marco disso...
Advogado do Diabo:
Nenhum outro filme conseguiu mostrar da mesma forma a sensualidade e aquele quê feminino melhor que este, principalmente aos 5 minutos desse vídeo. Ele mostra diversas faces da sensualidade existente, perfeito...
Beleza Americana:
Uma vida em um filme, literalmente. Essa cena abaixo eu vejo como um apanhado do que realmente importa, daquilo que realmente tem um signifado... vejam o video abaixo apenas se tiverem assistido ao filme.
Fight Club:
Genial, embora seja diferente do livro em alguns aspectos, é brilhante a atuação. Falar mais é difícil afinal YOU DO NOT TALK ABOUT FIGHT CLUB!
Bom esses sao filmes qeu eu considero marcos do Cinema, claro que não deixo atrás Vertigo, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, Doggville, Closer e tantos outros que vão desde Chaplin à Neil Gaiman, mas esses que escolhi, ao meu ver conseguem sintetizar um livro inteiro de definições em apenas uma única cena. Espero que gostem.
Perfume de mulher:
Esse é um dos poucos senao raros filmes que mostram uma perfeita visão romântica de uma mulher, essa cena abaixo é ao meu ver um marco disso...
Advogado do Diabo:
Nenhum outro filme conseguiu mostrar da mesma forma a sensualidade e aquele quê feminino melhor que este, principalmente aos 5 minutos desse vídeo. Ele mostra diversas faces da sensualidade existente, perfeito...
Beleza Americana:
Uma vida em um filme, literalmente. Essa cena abaixo eu vejo como um apanhado do que realmente importa, daquilo que realmente tem um signifado... vejam o video abaixo apenas se tiverem assistido ao filme.
Fight Club:
Genial, embora seja diferente do livro em alguns aspectos, é brilhante a atuação. Falar mais é difícil afinal YOU DO NOT TALK ABOUT FIGHT CLUB!
Bom esses sao filmes qeu eu considero marcos do Cinema, claro que não deixo atrás Vertigo, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, Doggville, Closer e tantos outros que vão desde Chaplin à Neil Gaiman, mas esses que escolhi, ao meu ver conseguem sintetizar um livro inteiro de definições em apenas uma única cena. Espero que gostem.
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
PaGaGnini
Segue abaixo um vídeo de um grupo que conheci a pouco tempo, vale a pena ver, afinal nos dias de hoje humor inteligente é algo raro.
PS. Já consigo tocar essa no violino, quem sabe um dia surge um post meu tocando Canon huahauhahu.
PS. Já consigo tocar essa no violino, quem sabe um dia surge um post meu tocando Canon huahauhahu.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Após tanto o retorno.
Após tanto decidi retornar com uma animação de ninguém mais, ninguém menos que Tim Burton narrada pelo próprio Vincent Price.
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