Um Pouco Mais de Blues
Lagrimas sem sentido
Esvaziam o fundo de meu copo.
Em algum lugar o pensamento perdido,
Em meu silêncio, enfim sufoco.
Numa tragada a brasa aviva,
Um sentimento que não controlo
E na fumaça que viveria,
Meus pensamentos não reconforto.
Distante de alegres lembranças,
Sentado na mesa de um bar.
Me desfaço na fragrância
Da bebida que se esvai.
Me esquecestes, foste embora
Meu destino, em ti pus.
E o que me resta agora,
É um pouco mais de blues...
**Post sem mais explicações...
terça-feira, 24 de abril de 2007
As vezes seria melhor nao ter mãos
como eu disse no título do post as vezes seria melhor não ter mãos, mas antes escrever que falar. Com as letras ao menos eu posso afirmar piamente que apenas trato de ficção e nao de realidade. Este post em si fala sobre o que eu considero importante para escrever, neste post eu falo Delas, as musas que nos dão tamanha inspiração à criar linhas (nunca equivalentes às mesmas)...
Bom, escrever… É sobre isso que tentarei falar nesse post. Não somente sobre o ato em si de escrever, mas também sobre o que o acarreta. Acredito ter adquirido, depois de tantos romances e contos, uma propensão pelo fantasioso, onírico. Por que não dizer, que depois de ler Shakespeare e Saramago, adquiri certa predileção à dramaturgia? Como todos ligados à literatura, tenho o desejo, mesmo que secreto, de vivenciar ao menos um dos romances encantadores os quais eu vivi em minha imaginação. Encontrar a minha Carlotta de Goethe, Beatriz de Dante, Lenora de Poe. Todavia apenas a imaginação não nos satisfaz por todo, eventualmente temos a necessidade de vivermos toda a vastidão de uma ficção e a ampla gama de sentimentos que a permeia. Eu, mesmo que a contragosto devo dizer que sinto Dela. Não ela a qual muitos dos leitores podem imaginar, mas sim Ela, não alguém específico, mas alguém especial. Mas sim de alguém que esteja comigo, talvez ao meu lado, de alguém que à surdina da noite eu possa contemplar dormindo delicadamente, enquanto observo com um riso tolo no canto do rosto. Ter alguém a quem eu possa amparar e por que não dizer que me possa amparar também. Sinto a grande falta de um romance, real e não insípido. Nada de imaginário ou de possibilidades. Procuro uma história concreta, resistente e inexorável, não um romance palpável como o vento e tão intenso quanto uma nuvem que se desmancha no ar. Preciso de alguém ao meu lado, para que eu possa exercer toda a dramaturgia dos personagens, os quais crio e que, queira eu ou não, refletem algo meu. Preciso de alguém que acompanhe a minha mudança de humor, durante uns dois ou três dias, por não conseguir escrever uma única linha e então após eu ter ficado a noite inteira acordado em frente à um computador, eu possa deixar tudo de lado para preparar um café da manhã à ela e acordá-la, com um beijo no rosto, dizendo bom dia ao afagar os seus cabelos. Sabe, sinto falta disso, desse sonho fantástico, em questão de relacionamentos. Preciso de alguém que, caso venha a acordar, antes de eu dar-me por conta que o sol já se levanta, e que ela me surpreenda com um abraço e um beijo de bom dia. Eu sei que isso não acontece, mas que mal tem em desejar algo? Preciso dos meus momentos de delírio, onde quem está comigo mal consegue me reconhecer, de tão diferente que eu fico, talvez parando a beira de uma crise de insanidade como no filme “The Wall” em “One of My Turns” e destruir tudo ao meu redor. Sei lá acho que me falta no presente momento uma musa, alguém a quem eu possa ver e sentir que esteja comigo em dias bons e ruins. Que me acompanhe, mas que acima de tudo seja verdadeira, tangível e palpável. Nada de romances platônicos ou correspondidos apenas de um lado. Quero algo mútuo, que tenha ida e volta, reiprocidade. Não sentimentos intensos que apenas partem e nunca retornam. Quero alguém que se permita sentir, que veja o quanto intenso as coisas podem ser e que acima de tudo me permita faze-lo também. Não quero mais amores e romances onde eu me esforço ao extremo para propiciar os melhores momentos a alguém e que após isso eu encontre simplesmente descaso ou senão algo pior ainda, que seria o fato de não ser percebido, apenas um Mr. Cellophane, saído de “Chicago” para a realidade. Preciso Dela, com “D” maiúsculo mesmo, uma musa alguém que me inspire de todas as formas, não apenas nos textos e palavras, mas que inspire-me (ou ensine-me) a viver talvez.... Não saberia dizer se o que eu quero existe ou está disponível em alguma prateleira de supermercado, eu sei que tentei seguir a linha dos ingleses, comer chocolates para me propiciar mais prazer que um beijo, mas não deu certo, escrever sobre doces não gera literatura mas apenas receitas. Acredito que não seja um beijo o que necessito, mas alguém a afagar, alguém que eu possa cuidar. Apenas observar talvez com um sorriso tenro e esquecer o restante alguém. Finalmente entendo que o que eu preciso é alguém a me proporcionar momentos felizes para que quando a distância entre nos acontecer eu possa recordar-me de seus sorrisos e escrever. Começo a chegar num ponto onde devo a discordar de um amigo que disse, quem é feliz vive, quem é triste escreve. A este amigo, neste instante diria que o inverso é mais verossímil. Aquele que escreve nada mais faz que contar os seus bons momentos, misturados com suas fantasias e acrescentando uma pequena pitada de drama à sua própria história. Eu apenas quero a minha história, o meu romance, as minhas palavras.
Bom, escrever… É sobre isso que tentarei falar nesse post. Não somente sobre o ato em si de escrever, mas também sobre o que o acarreta. Acredito ter adquirido, depois de tantos romances e contos, uma propensão pelo fantasioso, onírico. Por que não dizer, que depois de ler Shakespeare e Saramago, adquiri certa predileção à dramaturgia? Como todos ligados à literatura, tenho o desejo, mesmo que secreto, de vivenciar ao menos um dos romances encantadores os quais eu vivi em minha imaginação. Encontrar a minha Carlotta de Goethe, Beatriz de Dante, Lenora de Poe. Todavia apenas a imaginação não nos satisfaz por todo, eventualmente temos a necessidade de vivermos toda a vastidão de uma ficção e a ampla gama de sentimentos que a permeia. Eu, mesmo que a contragosto devo dizer que sinto Dela. Não ela a qual muitos dos leitores podem imaginar, mas sim Ela, não alguém específico, mas alguém especial. Mas sim de alguém que esteja comigo, talvez ao meu lado, de alguém que à surdina da noite eu possa contemplar dormindo delicadamente, enquanto observo com um riso tolo no canto do rosto. Ter alguém a quem eu possa amparar e por que não dizer que me possa amparar também. Sinto a grande falta de um romance, real e não insípido. Nada de imaginário ou de possibilidades. Procuro uma história concreta, resistente e inexorável, não um romance palpável como o vento e tão intenso quanto uma nuvem que se desmancha no ar. Preciso de alguém ao meu lado, para que eu possa exercer toda a dramaturgia dos personagens, os quais crio e que, queira eu ou não, refletem algo meu. Preciso de alguém que acompanhe a minha mudança de humor, durante uns dois ou três dias, por não conseguir escrever uma única linha e então após eu ter ficado a noite inteira acordado em frente à um computador, eu possa deixar tudo de lado para preparar um café da manhã à ela e acordá-la, com um beijo no rosto, dizendo bom dia ao afagar os seus cabelos. Sabe, sinto falta disso, desse sonho fantástico, em questão de relacionamentos. Preciso de alguém que, caso venha a acordar, antes de eu dar-me por conta que o sol já se levanta, e que ela me surpreenda com um abraço e um beijo de bom dia. Eu sei que isso não acontece, mas que mal tem em desejar algo? Preciso dos meus momentos de delírio, onde quem está comigo mal consegue me reconhecer, de tão diferente que eu fico, talvez parando a beira de uma crise de insanidade como no filme “The Wall” em “One of My Turns” e destruir tudo ao meu redor. Sei lá acho que me falta no presente momento uma musa, alguém a quem eu possa ver e sentir que esteja comigo em dias bons e ruins. Que me acompanhe, mas que acima de tudo seja verdadeira, tangível e palpável. Nada de romances platônicos ou correspondidos apenas de um lado. Quero algo mútuo, que tenha ida e volta, reiprocidade. Não sentimentos intensos que apenas partem e nunca retornam. Quero alguém que se permita sentir, que veja o quanto intenso as coisas podem ser e que acima de tudo me permita faze-lo também. Não quero mais amores e romances onde eu me esforço ao extremo para propiciar os melhores momentos a alguém e que após isso eu encontre simplesmente descaso ou senão algo pior ainda, que seria o fato de não ser percebido, apenas um Mr. Cellophane, saído de “Chicago” para a realidade. Preciso Dela, com “D” maiúsculo mesmo, uma musa alguém que me inspire de todas as formas, não apenas nos textos e palavras, mas que inspire-me (ou ensine-me) a viver talvez.... Não saberia dizer se o que eu quero existe ou está disponível em alguma prateleira de supermercado, eu sei que tentei seguir a linha dos ingleses, comer chocolates para me propiciar mais prazer que um beijo, mas não deu certo, escrever sobre doces não gera literatura mas apenas receitas. Acredito que não seja um beijo o que necessito, mas alguém a afagar, alguém que eu possa cuidar. Apenas observar talvez com um sorriso tenro e esquecer o restante alguém. Finalmente entendo que o que eu preciso é alguém a me proporcionar momentos felizes para que quando a distância entre nos acontecer eu possa recordar-me de seus sorrisos e escrever. Começo a chegar num ponto onde devo a discordar de um amigo que disse, quem é feliz vive, quem é triste escreve. A este amigo, neste instante diria que o inverso é mais verossímil. Aquele que escreve nada mais faz que contar os seus bons momentos, misturados com suas fantasias e acrescentando uma pequena pitada de drama à sua própria história. Eu apenas quero a minha história, o meu romance, as minhas palavras.
segunda-feira, 23 de abril de 2007
segunda-feira, 2 de abril de 2007
Em algum lugar perdido entre Poe e Nabokov...
Bom, nao sei muito bem o que falar aqui como uma introdução ao conto.. Assim como o anterior, ele é inédito também, sendo que estará sendo visualizado pela primeira vez aqui no Blog. Eu acho que ele fala um pouco de mim e tal... Sei lá, leiam...
Num Reino ao Pé do Mar
Ah, há quanto tempo eu não voltava ao mar. Não contemplava distante as ondas quebrarem na praia e sentia o vento contra o meu rosto... Recordo-me muito bem daquela noite onde a lua erguia-se imensa e vermelha no horizonte, como precursora de um mau agouro. O vento soprava uivante naquele dia, onde não havia nada além de nós. Assim como naquele dia, minhas pegadas marcavam a areia, mas agora não havia os teus passos, apenas os meus. Fora numa noite como essa, num reino ao pé do mar que declarei-me abertamente. Mas você como sempre me falava dos empecilhos que haveríamos de encontrar juntos.
Falava efusivamente que nunca poderia dar certo, de que éramos como dois perfeitos paradoxos idênticos. Um oposto que se completava em imensa sincronia onde as fraquezas de um eram as forças do outro. Yin e Yang, preto e branco, doce e salgado ou se preferir apenas eu e você. Ainda me lembro da noite do luar rubro, onde eu andava pela orla com sapatos lustros e você pisava maciamente na areia, com os pés descalços. Eu ainda a observava impassível, sério, tentando não desmoronar por dentro e você se expondo com tamanha sinceridade e beleza, que fazia-me pensar em render-me à esse voraz ataque aos meus sentimentos.
Ah sim ainda me lembro, eu apoiado numa mureta de cimento, olhando para baixo pesaroso e envergonhado e você com o rosto erguido na minha direção, observando-me com os olhos marejados. Mal sabia você o quanto isso me doía, mas eu não poderia voltar atrás, não podia demonstrar a humanidade contida em minhas letras. Não poderia revelar-me verdadeiramente humano, pois o mundo conhecia apenas o monstro que havia em mim. Não poderia arriscar toda a estrutura confiante, a qual eu meticulosamente construí, por algo que eu sabia ser importante, mas devia aparentar total descaso.
E como se não fosse o bastante todas essas minhas falhas e receios, ainda sabia você que não poderia amar apenas a ti. Como eu sempre falava, eu detinha um grande apreço por tudo, poderia me apaixonar por qualquer coisa num breve instante, nem que fosse apenas para poder odiar aquilo com maior intensidade no instante seguinte. E devido a isso, sabia você que nunca poderia prometer apenas amar a ti. Poderia ser fiel, para todo o sempre, afinal a tortura dessa privação me serviria como material de grande qualidade para as minhas palavras. O que melhor que um amante privado do seu objeto de desejo para fazê-lo sofrer? E o que melhor que a culpa por amar outra, nem que por um instante, para fazer as palavras de culpa surgirem.
Não me compreenda mal minha doce amada, jamais pensei em trair-te a confiança ou amar a outra, mas eu sabia que em dado momento não poderia evitar que tal acontecesse. Sempre fui alguém dedicado às minhas paixões e você sempre soube disso. Nunca escondi nada de ti, sempre fui límpido como as lagrimas que deslizaram pela sua face naquela noite ao pé do mar. Concordo com todos os teus argumentos de que isso não era a vida que desejavas, não tenho como dizer não a um argumento como este. Quem seria eu para falar o que você desejava ou quem eu seria para ir contra a sua vontade? Que tipo de vil egoísta eu seria se tentasse argüir contigo para que continuasse comigo? Que tipo de mentiroso ardiloso me tornaria se a dissesse que amaria apenas a ti, ainda mais quando sabia você muito bem que a minha natureza me impediria de proferir uma mentira tão baixa ou prometer-lhe um confinamento que logo exauriria toda a minha essência?
Não podia tê-lo feito, assim como ainda não posso. E agora encontro-me aqui, nesta mesma praia, ao som das mesmas ondas e sob o mesmo firmamento, mas com um diferente luar, andando contigo em minha lembrança. Ainda me recordo como se fosse ontem os seus pedidos velados por socorro. Ainda vejo você confusa tentando entender por que eu não reagia àquilo tudo. Ainda vejo você demente pelo seu blefe ter falhado de uma forma tão colossal. E acima de tudo, ainda vejo o seu vestido nas rochas abaixo do farol, coberto de um matiz vermelho, que desejava eu ser apenas o reflexo da lua imensa que se apresentava no horizonte...
Num Reino ao Pé do Mar
Ah, há quanto tempo eu não voltava ao mar. Não contemplava distante as ondas quebrarem na praia e sentia o vento contra o meu rosto... Recordo-me muito bem daquela noite onde a lua erguia-se imensa e vermelha no horizonte, como precursora de um mau agouro. O vento soprava uivante naquele dia, onde não havia nada além de nós. Assim como naquele dia, minhas pegadas marcavam a areia, mas agora não havia os teus passos, apenas os meus. Fora numa noite como essa, num reino ao pé do mar que declarei-me abertamente. Mas você como sempre me falava dos empecilhos que haveríamos de encontrar juntos.
Falava efusivamente que nunca poderia dar certo, de que éramos como dois perfeitos paradoxos idênticos. Um oposto que se completava em imensa sincronia onde as fraquezas de um eram as forças do outro. Yin e Yang, preto e branco, doce e salgado ou se preferir apenas eu e você. Ainda me lembro da noite do luar rubro, onde eu andava pela orla com sapatos lustros e você pisava maciamente na areia, com os pés descalços. Eu ainda a observava impassível, sério, tentando não desmoronar por dentro e você se expondo com tamanha sinceridade e beleza, que fazia-me pensar em render-me à esse voraz ataque aos meus sentimentos.
Ah sim ainda me lembro, eu apoiado numa mureta de cimento, olhando para baixo pesaroso e envergonhado e você com o rosto erguido na minha direção, observando-me com os olhos marejados. Mal sabia você o quanto isso me doía, mas eu não poderia voltar atrás, não podia demonstrar a humanidade contida em minhas letras. Não poderia revelar-me verdadeiramente humano, pois o mundo conhecia apenas o monstro que havia em mim. Não poderia arriscar toda a estrutura confiante, a qual eu meticulosamente construí, por algo que eu sabia ser importante, mas devia aparentar total descaso.
E como se não fosse o bastante todas essas minhas falhas e receios, ainda sabia você que não poderia amar apenas a ti. Como eu sempre falava, eu detinha um grande apreço por tudo, poderia me apaixonar por qualquer coisa num breve instante, nem que fosse apenas para poder odiar aquilo com maior intensidade no instante seguinte. E devido a isso, sabia você que nunca poderia prometer apenas amar a ti. Poderia ser fiel, para todo o sempre, afinal a tortura dessa privação me serviria como material de grande qualidade para as minhas palavras. O que melhor que um amante privado do seu objeto de desejo para fazê-lo sofrer? E o que melhor que a culpa por amar outra, nem que por um instante, para fazer as palavras de culpa surgirem.
Não me compreenda mal minha doce amada, jamais pensei em trair-te a confiança ou amar a outra, mas eu sabia que em dado momento não poderia evitar que tal acontecesse. Sempre fui alguém dedicado às minhas paixões e você sempre soube disso. Nunca escondi nada de ti, sempre fui límpido como as lagrimas que deslizaram pela sua face naquela noite ao pé do mar. Concordo com todos os teus argumentos de que isso não era a vida que desejavas, não tenho como dizer não a um argumento como este. Quem seria eu para falar o que você desejava ou quem eu seria para ir contra a sua vontade? Que tipo de vil egoísta eu seria se tentasse argüir contigo para que continuasse comigo? Que tipo de mentiroso ardiloso me tornaria se a dissesse que amaria apenas a ti, ainda mais quando sabia você muito bem que a minha natureza me impediria de proferir uma mentira tão baixa ou prometer-lhe um confinamento que logo exauriria toda a minha essência?
Não podia tê-lo feito, assim como ainda não posso. E agora encontro-me aqui, nesta mesma praia, ao som das mesmas ondas e sob o mesmo firmamento, mas com um diferente luar, andando contigo em minha lembrança. Ainda me recordo como se fosse ontem os seus pedidos velados por socorro. Ainda vejo você confusa tentando entender por que eu não reagia àquilo tudo. Ainda vejo você demente pelo seu blefe ter falhado de uma forma tão colossal. E acima de tudo, ainda vejo o seu vestido nas rochas abaixo do farol, coberto de um matiz vermelho, que desejava eu ser apenas o reflexo da lua imensa que se apresentava no horizonte...
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